segunda-feira, 5 de março de 2012

Bem assim...

Às vezes mesmo tendo tudo o que se precisa a vontade de ficar não é suficiente
Às vezes nem todo tempo do mundo longe é capaz de fazer voltar
Às vezes tudo é mais fácil do que imaginamos
E, às vezes tudo é mais difícil do que gostaríamos que fosse
E enquanto alguém quer ir, alguém deseja ficar
E enquanto alguém vai, alguém deseja loucamente trocar de lugar... 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Para um amigo...

Tem uma música que de Oswaldo Montenegro que diz “Faça uma lista de grandes amigos/ Quem você mais via há dez anos atrás/ Quantos você ainda ver hoje em dia/ Quantos já não encontra mais”  e toda vez que a ouvia algo me inquietava, nunca soube o que era que tanto me incomodava, acho que agora descobri.
Sempre tive muitos amigos e sempre fui muito grata por isso, tenho imensa consideração, carinho e amor por tais pessoas, mas não sei dizer a veracidade da recíproca. Sei, também, que brigo muito, até demais pro gosto dos outros, sei que sou sem noção e na maioria das vezes não peso minhas palavras e isso incomoda profundamente muitas pessoas, mas quer saber?! Foda-se, se Jesus que é filho do cara não conseguiu agradar todo mundo, quem dirá, eu... Porém, isso às vezes acaba atrapalhando um pouco a amizade,  eu sei que não parece, mas, as vezes, você pode chegar pra mim e dizer “Ei, se ligue, ta fazendo merda!”, eu agüento, não vou lhe espancar nem nada parecido, pelo contrario, tentarei concertar meu erro, as vezes eu sei ser legal que só. O que não pode rolar nunca, é você guardar pra si mesmo, se tá chateado fala, se não gostou fala, cospe, vomita, põe pra fora, por que se não o fizer eu não tenho como adivinhar, muito menos como tentar consertar o erro. Nem pense que minhas brigas, implicâncias, dedos na cara, sinceridade excessiva, ou qualquer uma das coisas horríveis que eu consigo ser e falar, são para lhe fazer o mal, JAMAIS, esse é apenas o meu jeito de dizer que você tá vacilando e isso significa que nossa amizade vale a pena o suficiente, caso contrario, eu apenas ignoraria, e aí sim, quando eu o ignorar, tenha certeza que pra mim foi o fim da amizade.
Mas não era pra falar disso que comecei a escrever este texto. Uma vez ouvi/vi, não sei onde, não lembro, que as pessoas não são capazes de saber o que você sente por elas até que você diga. E isso foi o que me fez querer escrever isso tudo aqui.
No intervalo entre dois dezembros, perdi algumas pessoas importantes para mim, mais ninguém tão importante como o dezembro de 2009, André Maia (vulgo Buxu), e o dezembro de 2010, Danilo Müller. Eu nunca havia dito a nenhum deles o quanto achava importante a nossa amizade, o quanto os amava, e quando durante o velório de Buxu, prometi a mim mesma que não deixaria isso repetir, que não perderia nenhum amigo sem que ele soubesse o quão importante era pra mim, e aí veio 2010 e me fez quebrar a cara! E acho que, talvez, seja por isso que a música de Oswaldo me incomodava tanto, daí que hoje, escrevi pra dizer isso.
No livro “O Pequeno Príncipe” há uma certa passagem que fala “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” , sabe o que isso quer dizer?! Que você tá fudido, porque é responsável por mim eternamente, hahahah. Entretanto, eu só queria que você soubesse o quanto eu me importo com você, que nem sempre posso está tão perto quanto gostaria, que faço das tripas coração só pra te ver bem, que sua tristeza é minha também, que ver você magoado ou machucado me faz um mal imenso, que sou capaz de dar minha vida para que você fique bem e que quando eu brigo, implico, ou qualquer coisa do tipo, é só o meu “jeitinho meigo  de cuidar para que você não faça merda, sou apenas eu tentando de proteger, não é o melhor jeito, eu sei, mas é o meu e é o único que sei ser, mas se isso lhe incomodar demais, posso tentar mudar por você (não prometo nada, juro sério!). Ah! E é importante também que saibam que eu sei que sou otária, que faço piadinhas de mau gosto, que debocho, provoco e perturbo um bocado, mas é só eu quem pode fazer isso e se vejo alguém falando mal, ou ridicularizando você, chego junto e resolvo logo na joelhada! Mas o importante, e talvez tudo que você precise saber, é que eu amo você e que você é o/a irmão/irmã que eu pude escolher...



Texto dedicado à todos os meus queridos amigos, principalmente, André Maia e Danilo Müller.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Vinte e três de fevereiro de dois mil e dose, meia-noite e vinte, quinta-feira seguinte à quarta-feira de cinzas. Passei meu carnaval em casa, mas, diga-se de passagem, que talvez, talvez, tenha sido um dos melhores da minha vida. Esses dias foram meio que inesperados com direito a convites e conversas. Conversas essas que me fizeram ter vontade de escrever, o que não me ocorria há muito tempo, ao abrir o caderno veio-me aquele cheiro de coisa nova ao nariz, uma nostalgia, procurei lembrar-me da ultima vez que o senti, que escrevi,esforço em vão...
Algumas poucas horas atrás, conversava sobre ser ou não ser, bom ou mau, inocência, ingenuidade versus frieza, manipulação, insensibilidade. A questão nisso tudo é que tem gente por aí que faz questão de dizer que é anjo, quando na verdade é o satanás em pessoas e vice-versa. Sabe o que eu acho?! Eu acho que deveríamos parar de nos preocupar com os nomes que levamos e simplesmente “ser”, tipo assim, quando eu falo em inocência não é ser retardado e acreditar piamente em tudo que lhe jogam na cara sem discernir certo e errado, mas em acreditar que as pessoas por piores que sejam, podem mostrar, fazer, lhe proporcionar algo bom. Costumo acreditar, também, que a ingenuidade caminha lado a lado, de mãos dadas com a tal inocência, e é essa tal ingenuidade que nos dar o poder de sonhar e ter esperanças de um mundo melhor, de pessoas verdadeiras e boas, de se permitir confiar no próximo. Claro que na maioria das vezes tudo isso é besteira, falação e “mimimi”, mas às vezes a ingenuidade e inocência conseguem acertar, mesmo que por um curto espaço tempo, mas acertam, e algumas pessoas, sortudas, por assim dizer, têm o prazer de acertar uma única vez que durará pra sempre.
Perder isso, é como matar todo o sentimento que uma pessoa pode ter, é torna pedra o coração, é mudar para o frio, insensível, inatingível, manipulador. Só isso, ah meu amigo, isso não é pra qualquer um não. É muito fácil abrir a boca e dizer “Não vou me machucar, tenho tudo sob controle” hahahaha tem porra nenhuma! O único jeito se ter controle sobre alguma coisa é não se importando com as outras partes envolvidas, é ligar o “to nem aí” e o “eu quero mais é que se foda”, é ignorar o outro e ser egoísta, manipular tudo para que fique do seu jeito, para que você, só você, seja o único a se dar bem, para que você fique exatamente onde quer ta, sem se preocupar por cima de quem irá passar, quem irá prejudicar. Daí sim, se conseguires tudo isso sem um pingo de remorso, eu direi que você é E.S.C.R.O.T.O., que você é ruim, o pior dos seres, e desejarei sorte a quem tiver que cruzar o teu caminho.
Daí que parei e pensei: “que merda eu to falando aqui?! Deve ser perfeito ter um mundo exatamente como a gente quer, ter um mundo feito sob medida pra nós mesmo, né não?!”, mas é não, porque a perfeição é monótona, e a monotonia é chata, entediante. E nós, como seres em evolução temos a necessidade constante de mudança, de conhecer lugares, pessoas, de mudar de ares de vem em quando, sem deixar pra trás aqueles que realmente nos importa. Eu tenho uma terrível mania de analisar tudo que acontece ao meu redor, de querer meter o bedelho em tudo, mas eu sei o risco que corro e é por isso que uso e abuso da sinceridade, às vezes até demais, mas isso é outro assunto, não vamos perder o foco. A questão é que eu quero mais é ser boba, ingênua e inocente, quero ser chamada de lesa, de louca, descontrolada, quero poder errar com meus amigos e poder e pedir desculpas e ser perdoada, quero brigar e quero que briguem comigo e o que eu não quero é ignorar quem ta perto, passar por cima de apegos e afeições, ser pré potente e achar que o mundo ta aí só pra mim.
Quero simplesmente ser, sem me preocupar com o que virá ou com o que vão achar, e acredito cegamente que o mundo seria bem melhor se todos pudessem ser assim.