Tem uma música que de Oswaldo Montenegro que diz “Faça uma lista de grandes amigos/ Quem você mais via há dez anos atrás/ Quantos você ainda ver hoje em dia/ Quantos já não encontra mais” e toda vez que a ouvia algo me inquietava, nunca soube o que era que tanto me incomodava, acho que agora descobri.
Sempre tive muitos amigos e sempre fui muito grata por isso, tenho imensa consideração, carinho e amor por tais pessoas, mas não sei dizer a veracidade da recíproca. Sei, também, que brigo muito, até demais pro gosto dos outros, sei que sou sem noção e na maioria das vezes não peso minhas palavras e isso incomoda profundamente muitas pessoas, mas quer saber?! Foda-se, se Jesus que é filho do cara não conseguiu agradar todo mundo, quem dirá, eu... Porém, isso às vezes acaba atrapalhando um pouco a amizade, eu sei que não parece, mas, as vezes, você pode chegar pra mim e dizer “Ei, se ligue, ta fazendo merda!”, eu agüento, não vou lhe espancar nem nada parecido, pelo contrario, tentarei concertar meu erro, as vezes eu sei ser legal que só. O que não pode rolar nunca, é você guardar pra si mesmo, se tá chateado fala, se não gostou fala, cospe, vomita, põe pra fora, por que se não o fizer eu não tenho como adivinhar, muito menos como tentar consertar o erro. Nem pense que minhas brigas, implicâncias, dedos na cara, sinceridade excessiva, ou qualquer uma das coisas horríveis que eu consigo ser e falar, são para lhe fazer o mal, JAMAIS, esse é apenas o meu jeito de dizer que você tá vacilando e isso significa que nossa amizade vale a pena o suficiente, caso contrario, eu apenas ignoraria, e aí sim, quando eu o ignorar, tenha certeza que pra mim foi o fim da amizade.
Mas não era pra falar disso que comecei a escrever este texto. Uma vez ouvi/vi, não sei onde, não lembro, que as pessoas não são capazes de saber o que você sente por elas até que você diga. E isso foi o que me fez querer escrever isso tudo aqui.
No intervalo entre dois dezembros, perdi algumas pessoas importantes para mim, mais ninguém tão importante como o dezembro de 2009, André Maia (vulgo Buxu), e o dezembro de 2010, Danilo Müller. Eu nunca havia dito a nenhum deles o quanto achava importante a nossa amizade, o quanto os amava, e quando durante o velório de Buxu, prometi a mim mesma que não deixaria isso repetir, que não perderia nenhum amigo sem que ele soubesse o quão importante era pra mim, e aí veio 2010 e me fez quebrar a cara! E acho que, talvez, seja por isso que a música de Oswaldo me incomodava tanto, daí que hoje, escrevi pra dizer isso.
No livro “O Pequeno Príncipe” há uma certa passagem que fala “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” , sabe o que isso quer dizer?! Que você tá fudido, porque é responsável por mim eternamente, hahahah. Entretanto, eu só queria que você soubesse o quanto eu me importo com você, que nem sempre posso está tão perto quanto gostaria, que faço das tripas coração só pra te ver bem, que sua tristeza é minha também, que ver você magoado ou machucado me faz um mal imenso, que sou capaz de dar minha vida para que você fique bem e que quando eu brigo, implico, ou qualquer coisa do tipo, é só o meu “jeitinho meigo” de cuidar para que você não faça merda, sou apenas eu tentando de proteger, não é o melhor jeito, eu sei, mas é o meu e é o único que sei ser, mas se isso lhe incomodar demais, posso tentar mudar por você (não prometo nada, juro sério!). Ah! E é importante também que saibam que eu sei que sou otária, que faço piadinhas de mau gosto, que debocho, provoco e perturbo um bocado, mas é só eu quem pode fazer isso e se vejo alguém falando mal, ou ridicularizando você, chego junto e resolvo logo na joelhada! Mas o importante, e talvez tudo que você precise saber, é que eu amo você e que você é o/a irmão/irmã que eu pude escolher...
Texto dedicado à todos os meus queridos amigos, principalmente, André Maia e Danilo Müller.
